quarta-feira, 18 de junho de 2008

Coisas de Artista

Não percebo... Não percebo! Quer dizer, gasta-se dinheiro numas coisas e depois para outras não há! Fazem-se gastos em "suposta" cultura mas naquela que faz mesmo falta, tipo, restaurar os nossos monumentos velhinhos, está-se tudo borrifando e queixam-se de que não há financiamentos. É aquela história de sempre, quando a malta é nova quer é curtir, lixa-se para os idosos, enfiam-nos numa casa para não lhes estorvarem o caminho e os outros que tratem de lhes limpar o rabo. Com os nossos monumentos é o mesmo, limpa-se-lhes a cara para não parecer muito mal ao sr. turista enquanto que o interior vai caindo aos pedaços (olha a alma de poeta a bombar!). Os espanhóis é que souberam tratar bem a sua história!
Há por aí umas certas residências parasíticas que tratam de chupar o guitozinho ao governo e enquanto só fazem a pseudo-arte lá deles, que é igual às experiências que eu fazia quando era puto, o edifício onde residem cai a olhos vistos, por mais visitas que os trezentos ministros da cultura, que tem havido ultimamente, façam ao seu domicílio emprestado. Está certo que a nossa cidade do best tenha ganho um "piqueno" lugar ao sol graças a tal desenvolvimento cultural mas não há pachorra. Há coisas com sentido e há outras sem sentido nenhum! Temos um exemplo da tal pseudo-arte nas fotos em baixo.

Não sei se é visível na foto, por isso passo a explicar. O que aqui temos são dois sacos de plástico com água, pendurados numa corda, furados e a pingar água para dentro de duas tigelas em metal que por sua vez estão ligadas a umas colunas de som (ver em baixo).

Para além dos sacos também havia esta espécie de espanta-espíritos com campainhas que também devia estar ligado às colunas de som. O resultado final era uma cacofonia parva de PINGS, TUIS e PRLINGS aumentados pelo som das colunas que só deixam uma pessoa estupefacta quanto à sua utilidade. Esta gente, enquanto está a fazer isto, não era melhor que estivesse num parque de estacionamento qualquer a arrumar carros com um jornal enrolado? Ao menos não incomodavam a conversa das pessoas com sons estúpidos e ridículos... Só me apetecesse criar um guetto ou um campo de concentração e enfiar lá todos os artistas merdosos deste país e do resto do mundo (pois porque vem cá parar toda a surrapa)! Só não me salto aqui com um "heil hitler" senão chamavam-me fascista e nazi e o caraças, por isso... huuuumm... heil Sócrates... eh não, este é que não!... heil Cavaco Silva... eh porra, este muito menos... Já sei, HEIL DARTH VADER!

4 comentários:

MonteMaior disse...

Sou do fado
Como sei
Vivo um poema cantado
De um fado que eu inventei
A falar
Não posso dar-me
Mas ponho a alma a cantar
E as almas sabem escutar-me
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou
E se vocês não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou
Nesta voz tão dolorida
É culpa de todos vós
Poetas da minha vida
A loucura, ouço dizer
Mas bendita esta loucura de cantar e sofrer
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou
E se vocês não estivessem a meu lado
Então não havia fado

Espinete disse...

haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

A musica era gira, eu gostei bastante (apesar de gostar mais do transe acústico do ananil.

Acho que estou a sofrer 1 mutação genética: de arqueóloga ridicula para artista freak!

P.S:Para o ano que vem a senhora que escreve fados vai ananil ouvir a verdadeira musica! :P

Anónimo disse...

Pegava nessa freakalhada e já sabem onde os descarregava para verem sóis e luas e energias e o caralho que o foda a todos!