terça-feira, 17 de junho de 2008

Bacoradas da Maria Maluca - Volume 1

Iremos então iniciar, neste que é o único blog do mundo, uma nova rúbrica subordinada ao tema "Bacoradas do pessoal". Este post será centrado na personagem de Maria Maluca, típica loura burra de óculos fundo de garrafa, que veste qualquer farrapo que a sua unhaca roída consegue alcançar no armário e que gosta de inventar o seu provérbio de vez em quando. Iremos, então, publicar a selecção mais recente de expressões que a jovem lançou para o ar, na sua mais pura inocência, e que nos proporcionou belos momentos de riso:


- Numa altura em que conversava com um conhecido cozinheiro, referiu-se a três items de discussão como "...ambos os 3...";

- Quando, numa feira, uma amiga lhe pediu opinião sobre se devia gastar dinheiro numa fatia de bolo ou numa pregadeira, ela respondeu: "Epá, um bolo tu comes num instante, enquanto que um broche é para sempre..." Comentários para quê?

-Quando nos informou de que teria que utilizar um certo artefacto para a cozinha disse:
"-Tenho de cozinhar com o meu hulk!"
"-O quê? "
"-O hulk..."
"-Que é isso?
"-É tipo uma frigideira para cozinhar legumes!"
"-Ah, isso é um Wok, porra!!!"



(de modo a explicarmos à jovem a diferença, temos, na imagem de cima, o Incrível Hulk e, em baixo, um wok)


-O mais recente provérbio de sua autoria: Gato esfomeado de água fria tem medo. Esta também não vale a pena comentar!

1 comentário:

MonteMaior disse...

Oiça lá ó senhor vinho,
vai responder-me, mas com franqueza:
porque é que tira toda a firmeza
a quem encontra no seu caminho?

Lá por beber um copinho a mais
até pessoas pacatas,
amigo vinho, em desalinho
vossa mercê faz andar de gatas!

É mau procedimento
e há intenção naquilo que faz.
Entra-se em desequilíbrio,
não há equilíbrio que seja capaz.

As leis da Física falham
e a vertical de qualquer lugar
oscila sem se deter
e deixa de ser perpendicular.

"Eu já fui", responde o vinho,
"A folha solta brincara ao vento,
fui raio de sol no firmamento
que trouxe a uva, doce carinho.

Ainda guardo o calor do sol
e assim eu até dou vida,
aumento o valor seja de quem for
na boa conta, peso e medida.

E só faço mal a quem
me julga ninguém
e faz pouco de mim.
Quem me trata como água
é ofensa, pago-a!
Eu cá sou assim."

Vossa mercê tem razão
e é ingratidão
falar mal do vinho.
E a provar o que digo
vamos, meu amigo,
a mais um copinho!